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Eduardo Nery |
Sou a luz no querer
e a sombra no poder...
Sou a lâmina fria d'ardência
que desbrava a selva da existência;
a Primavera em flor
que espalha no ar mensagens de cor.
Sou bocas acordadas, loucas,
que de mudas se sentem roucas,
e as mãos de veludo e cetim
que acariciam flores mortas no jardim...
Sou os murmúrios brilhantes e afiados
que se desprendem de diamantes lapidados
e os tornados de desespero contido
que levantam silêncios no desconhecido...
Sou o Inverno frio e nevado,
que torna a terra pura e o céu acinzentado...
Sou a chama eterna da penumbra fugaz
que foge enraivecida à procura de paz...
Sou a Humanidade e o Minuto...
Imagem Google
4 comentários:
Olá Laura...
Não sei comentar poesia.
Somente, sentir.
As "mãos que acariciam flores mortas no jardim", também as regam e as fazem ressuscitar.
É que por vezes, vejo amores perfeitos desmaiados, parecendo mortos, voltarem a florir.
Óptimo f.d.s.
Beijo e kandandos meus.
Kimbanda
Obrigada pela tua presença e pelo teu comentário.
Beijinho
É um poema belissimo de contradições...afinal, o nosso retrato: nós somos ao mesmo tempo, a noite profunda e silenciosa e o dia onde a esperança criou raízes.
Beijo
Graça
Graça
E de contradição em contradição, de sermos e de não sermos, vamos caminhando e nos refazendo até não sermos nada.
Beijinho
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